14 April, 2014

It's all in the head!


Tendo jogado a minha vida inteira com raquetes com uma cabeça de 100 polegadas quadradas, não é de estranhar que passar a jogar com uma raquete de 95'' seja para mim algo... bem, que pelo menos não deve ser tomado de ânimo leve.

Quer dizer. não estou a ser totalmente correcto. Já joguei com raquetes de 98'' e até de 102'', como a actual Volkl V1 Classic, mas na realidade acabam por ser a mesma coisa. Existem várias maneiras de medir a cabeça da raquete, variando de fabricante para fabricante, e até o formato da cabeça pode ser determinante (ex. a Yonex), pelo que esta pequena variação acaba por ser negligenciável.

Mas passar para uma raquete de 95'', pareceu-me à partida um desafio. Sempre tive a noção que a diferença deveria ser, principalmente, psicológica - afinal já brinquei algumas vezes com a minha Wilson Prostaff 85'', e a bola bate normalmente no sweet-spot.

Depois de ter aqui apregoado que tinha finalmente adoptado as Volkl V1 Classic (pela boca morre o peixe), não resisti a um excelente negócio e adquiri um par de raquetes Vantage, pretas, cabeça de 95'', 313g sem corda e equilíbrio 9pts HL. Peso final de 335 g com corda e dois overgrips.


Depois de ter jogado 6 anos com esta marca, mas com raquetes de cabeça de 100'', e o excelente valor do negócio fez-me voltar a apostar na Vantage, consciente de que a dimensão da cabeça seria um potencial problema.

E depois de ter feito 3 jogos completos para um torneio escada, posso concluir que afinal jogar com uma cabeça de 95'', sendo a raquete um pouco pesada, acaba por ter mais vantagens do que desvantagens.

A saber:

- A raquete "perdoa" menos, o que nos obriga a um melhor jogo de pés para bater a bola com potência e profundidade. Qualquer ajuste de última hora com o pulso normalmente não corre bem. Neste aspecto, e comparativamente à Volkl V1, esta raquete obriga-me a elevar o meu nível de jogo, atitude competitiva e concentração. E isso só pode ser positivo.

- Não noto que seja pela dimensão da cabeça que bato mais madeiradas. Tanto com a Volkl como com a Vantage a quantidade de madeiradas é igual.

- A Vantage acaba por ser *muito* mais estável e sólida ao devolver pancadas fortes do que a Volkl, apesar de as duas terem actualmente o mesmo peso.

- A Volkl é mais confortável do que a Vantage. Aqui não pelo dimensão da cabeça, mas pelo facto de ser uma Volkl.. e a V1, especificamente, ser das raquetes mais confortáveis que existem no mercado. Não é assim de estranhar que a Vantage seja menos confortável, mas não é de todo uma raquete pouco confortável.

Abaixo uma foto da Vantage 95'' ao lado da antiga (e rachada) Vantage 100''. Como se vê.. a diferença não é assim tanta.



E aqui fica o meu testemunho. Não tenham medo de experimentar uma raquete com uma cabeça ligeiramente menor (ou maior, tal como também o fiz quando comecei a jogar com a Volkl V1). A diferença não é significativa, e quando existe normalmente melhora o nosso jogo.

Experimentem.. e divirtam-se com o processo.

19 March, 2014

A diferença entre um 6-0, 6-0 e um 7-5, 6-2?


Qual a diferença entre ganhar 6-0, 6-0 e 7-5, 6-2?

MENTAL! Puramente mental!.

Ontem, e um jogo para um bem competitivo torneio escada no Clube de Ténis do Lumiar, comecei a partida a jogar muito bem, ganhando uma vantagem de 5-0 no primeiro set. Na hora de fechar o set é que foram elas.

O adversário, a servir a 0-5, fez, quase inadvertidamente, um Ace no primeiro ponto. Em seguida, provavelmente já a pensar em uma vitória fácil no primeiro set, fiz dois erros consecutivos na resposta ao serviço para ficar 0-40 abaixo. Acabei por perder nas vantagens. Até aqui tudo bem. Foi um jogo fortuito e 6-0 ou 6-1 é quase a mesma coisa. O pior foi a seguir.

Se até à altura não tinha feito qualquer dupla-falta, elas começaram a acumular-se a partir daqui. O lançamento da bola no serviço começou a ficar mais baixo, os pés começaram a não mexer e os erros foram-se acumulando. Aos 5-5 pensei que este ia ser um daqueles jogos para recordar, e pelas piores razões.

O mais estranho é que tive a plena consciência do que se estava a passar. Estava a tremer. Choking, como se diz "lá fora". Comecei a jogar mais dentro do campo e, naturalmente, fechei o set por 7-5, a jogar tal como tinha feito no início do encontro.

O início do segundo set foi em tudo semelhante ao início do primeiro. Rapidamente coloquei-me a ganhar por 5-0. A vitória no primeiro set tranquilizou-me e voltei a soltar o braço.

A história repetia-se. Ele ia servir a 0-5, e lá conseguiu o 1-5. No meu serviço.. voltei a tremer e sofri o break a 5-2. Apesar de estar avisado relativamente ao que se passou no primeiro set a história parecia repetir-se. Não desta vez. Serrei os dentes e ganhei o set, e o encontro, por 7-5, 6-2.. quando na realidade deveria ter sido 6-0,6-0.

Logo, a diferença entre uma bicicleta e um jogo aparentemente equilibrado... pode ser, e neste caso foi, 100% mental.

Mas então, como fechar um jogo quando temos uma grande vantagem? O que nos faz tremer na hora de fechar o encontro?

1) Não pense no resultado. Este foi o erro número 1. Ao começar a pensar no resultado mudei imediatamente o meu modo de jogar. Cheguei aos 5-0 por mérito próprio e por estar a jogar bem. No ténis a dinâmica de jogo é algo muito real e volátil. Muitas vezes basta começar a ficar mais "tentativo" e bater a bola mais curta para que a dinâmica do jogo mude totalmente. De repente parece que não conseguimos meter nem mais uma bola e, de repente, o nosso adversário começa a acertar mais. Ao pensar no resultado deixei de pensar no modo como estava a jogar. Estava a bater fundo como no início do set? Estava a atacar a rede em bolas curtas? Estava a servir bem? Não sei, porque deixei de estar concentrado no jogo e passei a pensar no resultado.

2) Não tenha medo de falhar. Nesta situação, e com vários match points, quem necessita de fazer pontos (e muitos) é o adversário. Não corra riscos desnecessários. O truque é jogar um ténis sólido. Aqui é que entra um fino equilíbrio. Não confundir "ténis sólido" com jogar de um modo "tentativo". Se tivermos uma bola curta devemos atacar tal como o faríamos no início do set. O que não devemos fazer é esperar pelo erro "grátis" do adversário nem devemos arriscar em demasia. Quantos jogadores tentam fazer um ás no primeiro serviço na primeira vez que tem set point? Quantas vezes costuma resultar? Pois!

3) Use o seu saco de truques. Algo que fiz mal foi, com o passar dos vários match points sem conseguir fechar o encontro, comecei a apressar o ritmo de jogo. É neste altura que se deve recorrer ao saco de truques e lembrar que o outro adversário também deve estar sob pressão para não perder o set. Demore mais algum tempo entre os pontos. Alinhe as cordas da raquete enquanto se concentra e alinha a sua estratégia para o próximo ponto. Utilize o minuto de descanso entre as trocas de campo. Beba água. O adversário tem um segundo serviço fraco? Nessa altura avance mais no campo. Muitas vezes é o suficiente para provocar uma dupla falta e obter um ponto fácil. (talvez tenha sido isso o que aconteceu).

Fechar o encontro não é fácil, mas é bem mais difícil chegar ao match point. E convém não nos esquecermos disso.


05 March, 2014

E finalmente.. a Volkl V1 Classic




Depois de muita troca, muitas vendas e algumas (poucas) compras, finalmente consegui vender todo o "excedente" de raquetes que tinha.

Desdes as duas Boris Becker London à Volkl 10 Mid Plus 325, passando pelas Estusa Power PLay Tour e Pro Legend Classic, Donnay Dual Core Silver, Prince POG OS, Prince POG 90, Vantage 100sqin, Mantis Pro 295... já foram todas vendidas. Mais de 10 raquetes nos últimos meses.

Fico-me com a minha atual raquete de escolha, a Volkl V1 Classic. E que excelente raquete.

Confortável (parece uma colchão de penas), poderosa (mas não tanto como parece), sweet-spot generoso, spin-friendly e contolo qb. Que mais se pode pedir de uma raquete?

É uma excelente plataforma de costumização. Apesar do seu baixo peso, apenas 285g sem corda em stock, as minhas estão atualmnete com cerca de 335g e com um equilíbrio 6pts HL.

Não foi de todo um amor à primeira vista, como podem recordar pela review e duas partes que escrevi há uns meses (review I e review II). Tive um processo relativamente demorado de tentativa e erro relativamente ao peso e à escolha da corda.

Atualmente estabilizei nos 335g, tento adicionado um cerca de 10g no cabo (grip de cabedal mais fita de chumbo) e 4 g  no topo da raquete (para dar mais saída de bola e estabilidade). Em relação à corda tenho uma delas actualmente com Pro's Pro Black Out (que corda espetacular!) e a outra com Golden Set Power Cord (tb muito boa).

Para já.. fico-me por aqui.. que isto de andar sempre a comprar raquetes.. é cansativo!

27 February, 2014

If you build it.. they will come!




A imortal frase do filme "Field of Dreams" com Kevin Costner.

E se... no meio de um milheiral ribatejano surgisse um campo de relva natural?

A ideia é tão louca.. que é bem capaz de resultar.

Um grupo de pessoas, no âmbito do concurso de empreendedorismo Acredita Portugal 2013, está a promover esta ideia de instalar um campo de ténis em relva natural num milheiral ribatejano e torná-lo de acesso público.

Nesta fase é ainda apenas uma ideia, mas os promotores da mesma lançaram para já um inquérito para aferir a potencial adesão do mercado em Portugal.

Deixo-vos aqui o link: Inquérito

23 February, 2014

Donnay - Costumization Kit

Algumas fotos do processo de encordoamento das novas Donnay.

O kit de costumização da Donnay é uma ideia muito interessante. Composto por uma peça que se encaixa na base do punho, temos duas opções de 5g e 10g, tornando a raquete mais head-light. Existem também 3 pesas que se colocam de lado na raquete, pesando cada uma 3g. Podemos adicionar 6g às 3 e às 9 horas e opcionalmente mais 3g na ponta da cabeça da raquete (i.e. às 12h).





Donnay X-dual Core 99 Silver


Depois de tanta expectativa o resultado é desanimador. As raquetes tem um nível de stifness de 70RA, bem acima do anunciado na maior parte dos sites. Acho as raquetes muito duras, a bola não anda e o swing-weight é alto, mesmo com um peso estático inferior às minhas atuais Volkl V1 Classic.

Estão à venda.

:(

13 February, 2014

As Donnay chegaram!


Chegaram as Donnay. Em estado impecável. Como novas. Não me para de surpreender o mercado de material de ténis em segunda mão. Em vários negócios ao longo dos anos nunca tive qualquer problema. Tudo malta impecável e séria! Surpreendente...se fosse sempre assim em outras áreas...

As raquetes tem bom aspeto, muito finas e a sensação na mão é muito boa.

Este sábado já as devo testar.

Notícias brevemente.

Abraço.